MediaPrimer

2017-07-21
MediaPrimer avança para a área da Saúde Ocupacional

Enquadrada nas actividades de IDT e desenvolvimento de produtos e serviços nas suas duas áreas operacionais (Software and Data Management e Graphic Design and Digital Media), a MediaPrimer avança agora para um novo caminho na área da saúde ocupacional como co-promotor do projecto Mind.Care.

Actualmente estima-se que a doença de Alzheimer atinge cerca de 25 milhões de pessoas em todo o mundo, com probabilidade de aumentar para 70 milhões nos próximos 20 anos, e que a doença de Parkinson duplique dos 6 para os 12 milhões num período de 25 anos. Perante estes números, e sabendo que estamos a falar de doenças progressivas, com uma velocidade de desenvolvimento muito variável em que os sintomas pioram ao longo do tempo e que após o primeiro diagnóstico algumas das pessoas afectadas podem viver ainda muitos anos, é um dever procurar melhorar-se a qualidade de vida dos doentes e dos seus cuidadores.” - constata José Carlos Teixeira, CEO da MediaPrimer.

O projecto Mind.Care vai disponibilizar serviços, equipamentos e ferramentas que permitam aumentar e melhorar a qualidade de vida quer dos doentes com Parkinson (DP) e doentes com Alzheimer (DA), quer dos seus familiares e cuidadores, podendo ser aplicado em hospitais públicos ou privados, clínicas, instituições particulares de solidariedade social, entre outros.

Tal como o projecto mobilizador em que se enquadra - TICE.Healthy (Sistemas de Saúde e Qualidade de Vida) - o Mind.Care tem como estratégia a criação de serviços para apoio ao cidadão suportados por tecnologias de informação e comunicação móveis.

A MediaPrimer está a desenvolver vários serviços de saúde ocupacional, nomeadamente testes neuropsicológicos e actividades auxiliares ao diagnóstico e prognóstico das doenças neurodegenerativas, actividades ocupacionais de manutenção e de monitorização do doente, e exercícios de treino para quem pretenda simplesmente avaliar e treinar o estado das várias competências cerebrais. Com o Instituto de Telecomunicações (Coimbra) trabalha no desenvolvimento de uma API para reconhecimento automático de fala de DP com disartria, de forma a tornar mais natural a interacção dos doentes com o sistema. Globalmente, esta parceria conta, para além de parceiros tecnológicos como a i-Zone, Portugal Telecom, INOVA+, Meticube, HIS e IPN, com a Associação de doentes de Parkinson, do Centro de Neurociências da FMUC, da Unidade de Saúde de Coimbra Fernão Mendes Pinto, doInstituto das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus e do Instituto dos Irmãos de São João de Deus.

Os serviços de saúde ocupacional em desenvolvimento não serão só para doentes de Parkinson ou Alzheimer, uma vez que, sendo abrangentes, pretendem servir a comunidade em geral e auxiliar os vários intervenientes na vida de um paciente demente.” - refere José Carlos Teixeira. “Estarão disponíveis serviços para pessoas interessadas em avaliar e treinar as várias competências cerebrais, não só direccionados para doentes de Parkinson e Alzheimer, como também para os vários intervenientes nas suas vidas, como especialistas, cuidadores e familiares.

A MediaPrimer, nesta sua área de Saúde Ocupacional, disponibilizará testes de avaliação e exercícios de treino, para que qualquer pessoa possa avaliar as várias competências cerebrais e treiná-las, testes neuropsicológicos auxiliares ao diagnóstico e prognóstico vocacionados para âmbito hospitalar, e actividades ocupacionais de manutenção e de monitorização de pacientes, para utilização em ambiente doméstico, que servirão para estimular, exercitar e maximizar o funcionamento cognitivo e físico.

Os especialistas poderão, assim, definir e gerir os planos de treino a executar pelos seus pacientes, identificando as actividades, os graus de dificuldade, a calendarização e frequência. Para todas as capacidades que forem identificadas como problemáticas, existirá um leque de actividades com graus de dificuldade diferentes e interfaces que estimulem a interacção e sejam adequadas às várias fases e necessidades do paciente tendo associado um score que possibilita ver resultados, comparar resultados com outros pacientes e ver histórico de resultados.

Paralelamente aos planos de treino, serão também disponibilizadas ferramentas de comunicação, entre especialistas, doentes e familiares, que permitirão o envio de pareceres médicos relativos ao desempenho das actividades e o esclarecimento de dúvidas que possam surgir.

Em casos de demência, reforça José Carlos Teixeira “manter actividades físicas e mentais contínuas tem um impacto positivo e incremental muito significativo no bem-estar do paciente, proporcionando-lhe uma distracção e abstracção da doença e ajudando-o a focar-se no lado positivo e divertido da vida. Por mais simples que possam ser as actividades diárias, estas contribuem para a estruturação do seu tempo, impondo-lhe alguns objectivos, dando-lhe uma sensação de realização pessoal e ajudando-o a sentir-se melhor com ele próprio.”