• FireTrack - Top 3 de Inovação 2011
FireTrack - Top 3 de Inovação 2011
2011-12-06
FireTrack - Top 3 de Inovação 2011

MediaPrimer liderou projecto distinguido pela sua Inovação

O FireTrack, sistema de detecção de fogos florestais, foi considerado como um dos três projectos mais inovadores em 2011 pela revista Exame Informática. Esta distinção foi anunciada durante a Conferência “O Melhor do Portugal Tecnológico” organizada pela revista Exame Informática e pelo jornal Expresso. O projecto FireTrack, projecto QREN – SI I&DT, foi desenvolvido por uma parceria liderada pela MediaPrimer – Tecnologias e Sistemas Multimédia e composta por três outros parceiros: ISA - Intelligent Sensing Anywhere, IPN - Instituto Pedro Nunes e ADAI – Associação para o Desenvolvimento de Aerodinâmica Industrial.

“A distinção da inovação do FireTrack nos Prémios Exame Informática 2011 prova, mais uma vez, a importância das parcerias no desenvolvimento de projectos de qualidade. Independente do espectro de  competências de cada entidade, o trabalho em parceria cria uma dinâmica de desenvolvimento que potencia soluções mais inovadoras. Por isso, toda a equipa do FireTrack se sente compensada com esta distinção”, afirmou o responsável pelo projecto José Carlos Teixeira.

O FireTrack é uma solução para a detecção e monitorização de fogos florestais baseada em redes sem fios de sensores, equipamentos de processamento local da informação, um servidor para a gestão  georreferenciada e centralizada de toda a informação e uma aplicação Web para acesso à informação e apoio à gestão do processo de detecção e monitorização de fogos florestais. Os sensores são enterrados na terra. Ao contrário dos sistemas de detecção de fogos florestais baseados na captação de imagem, o FireTrack permite detectar com muito rigor posicional a existência de fogo. O FireTrack poderá ser ligado a outros sistemas de actuação física sobre o fogo, como aspersores de água (sprinklers).

O FireTrack é muito flexível quer em termos de área a proteger como em termos de cadeia de responsabilidade: tanto se aplica à protecção de um bem individual, como uma casa, localizado numa zona florestal, como a um conjunto de áreas e bens patrimoniais de uma ou mais regiões de um país, sob uma responsabilidade hierárquica local, regional e nacional.

O bem a proteger é rodeado de uma malha de sensores que constituem uma rede sem fios, sendo instalados na sua proximidade os equipamentos de agregação e de processamento local de informação. Em estado normal, os sensores estão em repouso. Quando a temperatura atinge um valor de pré-alarme, os sensores passam a comunicar entre si com frequência e o componente de processamento local da informação passa a analisar a evolução dos parâmetros medidos para poder validar uma possível situação de alarme. Quando existe um alarme validado pelo sistema, é imediatamente enviada uma mensagem SMS para o(s) número(s) de telefone associado(s) à rede de sensores onde ocorreu o alarme e o sistema central permite visualizar num mapa a situação e tomar os procedimentos mais adequados, independente do local onde se encontrem as pessoas responsáveis. A solução FireTrack suporta divisões administrativas e a intervenção de hierarquias de responsabilidade.

Para além de múltiplos testes laboratoriais, quer dos equipamentos e do SW quer da utilização de protótipos do sistema em condições de fogo controlado, nomeadamente no Laboratório de Estudos sobre Incêndios Florestais - Lousã, o FireTrack foi testado num ensaio de fogo real que teve lugar em Maio, no Campo da Gestosa, uma zona de serra a cerca de cinco quilómetros de Castanheira de Pêra. O ensaio consistiu na queima controlada de várias parcelas de mato e teve a duração de sete horas. Estiveram envolvidas neste ensaio cinco corporações de Bombeiros Voluntários (Castanheira de Pêra, Lousã, Condeixa, Miranda do Corvo e Figueiró dos Vinhos) num total de trinta bombeiros, uma equipa de sapadores florestais, uma equipa de pirotecnia, a equipa da ADAI, nove viaturas, para além das equipas técnicas dos restantes parceiros do projecto (MediaPrimer, IPN e ISA). O objectivo foi avaliar, numa situação de incêndio, o comportamento global do sistema. Os sensores instalados, para além de terem detectado e comunicado a presença de incêndio ao sistema central de gestão do sistema, resistiram às chamas e continuaram a comunicar após a extinção do incêndio. Como os resultados foram muito positivos, a solução está em condições de começar a sua comercialização.

Esta distinção do FireTrack reforça a responsabilidade pela sua boa comercialização a nível global. As duas empresas do consórcio, MediaPrimer e ISA, tudo farão para que o FireTrack cumpra os objectivos para que foi criado, reduzindo os efeitos terríveis dos fogos florestais”, concluiu José Carlos Teixeira.

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