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2008 | FireTrack
2008
FireTrack

Objetivos

Especificar, desenvolver e testar um sistema de monitorização capaz de detetar fogos florestais em tempo real, usando para o efeito tecnologias de redes de sensores sem fios. O sistema pretende complementar as plataformas de videovigilância actuais, através da monitorização em tempo real de "zonas de sombra" e zonas onde são frequentes os falsos alarmes.

Do ponto de vista científico:

  • Identificar os requisitos de utilização tendo em vista o melhoramento do desempenho dos sistemas tradicionais, baseados em videovigilância e monitorização por satélite.
  • Estudo dos principais standards europeus sobre as plataformas de deteção de incêndios florestais, com a finalidade de desenvolver uma camada de middleware, que estabeleça a interface entre o sistema de aquisição remota e as ferramentas de apoio à decisão.
  • Identificação de algoritmos e mecanismos de previsão e deteção de incêndios com base na informação recolhida pelos sensores sem fios, de forma a garantir um melhoramento de performance em relação aos sistemas atualmente disponíveis no mercado.
  • Estudo de tecnologias de redes de sensores sem fios que possam ser utilizadas para monitorização ambiental nomeadamente no que diz respeito à quantificação da temperatura, podendo vir a ser considerados no futuro outros parâmetros.

Do ponto de vista tecnológico:

  • Design e desenvolvimento de uma infraestrutura de rede sem fios que permita fazer a deteção de fogos florestais em tempo real, com possibilidade de ativação de outros sistemas de proteção (ex: sprinklers, sistema sonoro, …) e promovendo o envolvimento atempado das entidades competentes.
  • Robustez e necessidade de pouca manutenção, uma vez que o sistema será instalado em locais isolados e potencialmente inóspitos.
  • Middleware de acordo com o standard europeu que permita a integração do sistema com plataformas de apoio à decisão já existentes.
  • Desenvolvimento de um módulo de apoio à tomada de decisão, que proporcione a interface necessária entre o fenómeno físico e as autoridades competentes de combate a fogos florestais.
  • Sistema fiável com uma taxa de falsos alarmes inferior a 10% e com um ciclo total de deteção (onde se engloba a aquisição + deteção + análise de confirmação + comunicação com as autoridades competentes) não superior a 2 minutos.

Algumas características

O desenvolvimento dos diferentes módulos do sistema, infraestrutura de rede, o middleware e o módulo de apoio à decisão, bem como os módulos de armazenamento e interface de acesso aos dados, de deteção de incêndio, de actuação e de aviso com recurso ao serviço de mensagens escritas, e a interface de comunicação entre a Base de Dados, os WebServices e a Interface Cliente, corporizou a arquitectura do FireTrack, que compreende a gestão de dados e controlo a três níveis:

  • No primeiro nível, local e predominantemente operacional, é processada a informação recolhida nas WSN (Wireless Sensor Network). Este processo, a cargo do SBC (Single Board Computer), inclui todas as operações (com base em algoritmos de processamento e interpretação de dados) com o servidor remoto, bem como com a gestão de alarmes e, se necessário, ativação de sprinklers.
  • No nível intermédio, temos o FTM (FireTrack Management). Neste nível, é possível gerir os dados recebidos do SBC, tornando-os inteligíveis, bem como outras definições relacionadas com sensores, SBC e utilizadores.
  • No último nível, de supervisão e apoio a decisão, criou-se o FTS (FireTrack Supervision). Este nível, independente da estrutura e da localização do servidor remoto, será capaz de agregar informação comum a vários FTMs (eventos, alarmes e dados medidos, …) e, dependendo das atribuições específicas (públicas ou privadas), poderá desempenhar um papel no apoio à decisão e ser, de facto, um instrumento estratégico na prevenção e gestão das diversas fases de evolução de um fogo, permitindo que as autoridades locais e/ou nacionais (ex. a Autoridade Nacional de Protecção Civil), possam acompanhar e intervir, com base em informação obtida no campo.

Esta arquitetura reflete a preocupação clara em garantir a capacidade do FTM na gestão de vários SBC, utilizadores, entidades e possíveis combinações destes, garantindo sempre uma gestão flexível de utilizadores/clientes e uma gestão centralizada, por cliente, de um ou mais SBC. Assim, suporta a situação de alguns clientes não desejarem administrar a sua própria informação, deixando essa tarefa a outras entidades, como por exemplo Empresas de Segurança.

O sistema tem significativos benefícios de ordem ambiental, nomeadamente em termos de preservação da fauna e flora, contribuindo também para a redução de danos materiais, patrimoniais e a salvaguarda de vidas humanas.

Parceiros

  • MediaPrimer – Tecnologias e Sistemas Multimédia - líder do consórcio
  • Instituto Pedro Nunes (IPN)
  • Intelligent Sensing Anywhere (ISA)
  • Associação para o Desenvolvimento de Aerodinâmica Industrial (ADAI)
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